Piuma


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O Brasil é um país bastante abençoado, principalmente quando falamos de cidades com belas paisagens e riquezas naturais, como é o caso da cidade de Piúma localizada no Estado do Espírito Santo, região Sudeste do nosso país. Piúma é mais uma das incríveis cidades litorâneas do Brasil que acabam se destacando no turismo, principalmente em épocas de temporada.

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A cidade de Piúma fica entre os municípios de Iconha, Rio Novo do Sul, Anchieta e Itapemirim. A seguir vamos ver algumas das belas praias existentes na cidade de Piúma no Espírito Santo,

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O município tem como principal fonte de renda o turismo. No verão, a cidade é palco de um fluxo migratório que atinge cerca de 500 mil turistas (300 mil apenas no Carnaval). O turismo tem levado Piúma aos noticiários, e seu Carnaval é considerado um dos melhores do Estado. A pesca e o artesanato em conchas (que chegam a ser exportados para países da América do Sul, Estados Unidos e Europa) são outras fontes de renda que crescem espantosamente a cada ano.

A riqueza da fauna e da flora marinhas e a produção artesanal tornaram Piúma conhecida como a “Cidade das Conchas”

Fora da temporada de verão, Piúma é uma típica cidade litorânea das mais calmas.

Pontos Turísticos

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Praça dos Pescadores – Cais Alcides Abrahão

Localizada em frente ao manguezal e na beira do Rio Piúma. Ancoradouro para barcos de pesca e passeio pelo rio, local de encontro das famílias de pescadores.

Praça das Garças

Em frente ao manguezal do rio Piúma, serve de repouso e reprodução das garças capineiras, que chegam a revoada todo o fim de tarde, um espetáculo para os turistas.

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Feira de Artesanato

Localizada na Praça Dona Carmen, na Avenida Beira, a Feira de Artesanato comercializa todo tipo de peça artesanal produzido no município, principalmente o artesanato de conchas, como cinzeiros, cortinas, luminárias, brincos, chinelos e souvenirs de várias formas.

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Praia da Ilha do Gambá

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Praia do Lameirão (Ponta do Camarão)

Praia calma pertencente à Ilha do Gambá. As atividades no local vão do banho de sol e de mar à pesca e lazer aquático.

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Praia Acaiaca

Logo após o Lameirão (início da praia, onde a areia monazítica forma uma espécie de “lama” escura), é uma praia também de águas rasas e de poucas ondas, própria para crianças e idosos. É onde começa a parte mais movimentada da orla piumense durante a alta temporada.

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Boca da Barra

Fica próximo ao centro da cidade. Na margem direita do rio temos a “Praia Doce”, na margem esquerda o Morro do Ramiro. É a saída para os barcos de pesca de Piúma em direção ao alto mar. A Boca da Barra também oferece diversão para os surfistas locais, em ocasiões de mar agitado, proporcionando ondas propícias ao esporte durante a baixa-mar.

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Praia Doce

Praia de águas calmas, areia fina e solta. Está exatamente na foz do Rio Piúma, Oferece instalações como quiosques e pousadas. Nela, estão a Igreja de Nossa Senhora da Conceição e o IFES – Instituto Federal do Espírito Santo.

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Praia do Coqueiral

Praia mansa; areia monazítica é onde se concentra famílias e crianças, concha pó, lisa; asas de anjo e búzios.

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Praia do Corujão

Fica logo depois da Praia do Acaiaca, é a área mais badalada da orla durante o verão. Águas rasas, porém com ondas um pouco mais fortes é a mais frequentada pelos turistas. Dela saem barcos e escunas para diversos passeios no litoral, como Ilha dos Cabritos e dos Franceses e até mesmo para outras praias em cidades próximas. Os banana-boats fazem a alegria da criançada e dos adultos também.

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Praia Maria Neném ou do Aghá

A maior em extensão, porém pouco frequentada, possui águas rasas e muitas ondas, sendo propícia ao surf e kitesurf. Em suas areias podemos encontrar uma grande variedade de conchas, onde as “catadeiras” garimpam o material necessário para fazer o bonito artesanato em conchas de Piúma, o qual já é bastante conhecido e apreciado, até mesmo fora do país.

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Praia do Pau Grande (Praia do Portinho)
Praia de águas profundas próprias para pesca de robalo, cação e badejo. Ótimas ondas para a prática do surf. Local tranquilo mesmo na alta temporada, sua água possui elevado nível de salinidade. Fica a 02 km do centro.

Lagoa da Conceição

Própria para a cata de conchas para artesanato, que se faz com peneira dentro d’água. É divisa dos municípios de Piúma e Anchieta.

Monte Aghá

Monte de ver Deus em língua indígena, com 340m de altura, está localizado entre Piúma e Itapemirim, lá de cima a vista é deslumbrante, se destaca na paisagem e chega a ser utilizado como marco seguro para navegação em todo o litoral sul do Estado. Além de atrair pessoas de todas as idades para caminhadas, as fortes correntes de ar, na face leste do monte, permitem a prática de vôos livre. Nele floresce, em outubro, a orquídea azul. A flora e fauna do monte são ricas em bromélias, canela de ema e animais silvestres.

Ilhas

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Ilha do meio

Está localizada a 500 metros da praia e, na baixa-mar, pode-se caminhar até lá. Lá encontramos uma rica diversidade da fauna e da flora marinha. É própria para a pesca de arremesso.

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Ilhas dos cabritos

Existem barcos e escunas que fazem o trajeto, onde uma pequena praia de águas límpidas espera pelos visitantes. Na ilha existem trilhas que permitem caminhadas, onde podem ser apreciadas, além da visão panorâmica do mar, bromélias e orquídeas.

Pedra de Itapetinga

Localizada entre a praia do Martinho Moreira e Maria Neném, é um berçário para a reprodução de marisco e peixes. No período da baixa maré forma uma prainha que facilita o desembarque e embarque de pessoas, região propicia para a pesca esportiva.

História de Piúma

por Assessoria de Comunicação

05/07/2011 12:12

Nos registros oficiais, a colonização de Piúma começa na segunda década do século XIX. Porém, nos relatos do Príncipe Maximiniano, que visitou essa região em 1816, “encanta-se com a presença de uma ponte”, obra de caráter tipicamente europeu. A presença dessa ponte, que caiu devido à sua rusticidade, nos leva a conclusão de que, como quase em todos os pontos de colonização no litoral, a colonização de Piúma, começou acidentalmente. A costa de Piúma devido a sua localização, no caminho para a capital da Província – Vitória – era região de grande tráfego marítimo. A rusticidade das embarcações da época nos mostra grande quantidade de naufrágios que traziam às nossas costas; as suas vítimas. O primeiro contato com os silvícolas é receoso, mas o medo termina a ponto de não só integrar o náufrago à comunidade, mas desposarem-no com alguma índia. Aqui começa a formação do povo piumense.

Era comum também na época, alguns europeus desesperados com a longa viagem e as condições desumanas que ela proporcionavam, ao verem a costa próxima, atiravam-se das embarcações na esperança de encontrarem maior sorte em terra.
São narradas no século XVI, “as freqüentes visitas” francesas à Capitania do Espírito Santo. São relatados inclusive, ataques à Vila de Benevente, o que nos leva a crer terem sido esses os primeiros habitantes europeus de nossas praias piumenses.

Em 1565, o Padre José de Anchieta cria “reduções jesuíticas(termo usado na época, para designar redutos)” na Ilha de Piúma e no Vale do Orobó, que se localiza entre o município de Piúma e Iconha, na parte continental do município.

A COLONIZAÇÃO NO SÉCULO XIX

As concessões de terra às firmas inglesas Midosi e Rodacanak & Cia., aliados ao intenso desembarque de negros para servirem de mão-de-obra nas fazendas cafeeiras do sul do Estado, apesar da proibição ao tráfego, trouxeram grande desenvolvimento à região, ganhando destaque especial – O Porto.
Piúma tinha agora um porto movimentado. As madeiras de lei procedente da parte continental do município, extraídas pelas firmas inglesas, o comércio de negros escravos, e os constantes desembarques de marujos que se “deliciavam” nas tavernas.
O presidente da Província, José Joaquim Machado de Oliveira, antes de tomar posse de seu governo sofre um imprevisto acidente, relatado minuciosamente na obra: A NAU DECAPITADA, ocorrido na praia de Piúma. Descreve-nos então como era a região em 1840:
“As palhoças da margem esquerda da barra do rio Piúma, (hoje Niterói, bairro distante 2km da sede), conhecido antro de vendilhões(vendiam para as fazendas da região os negros traficados) e meretrizes(funcionárias das tavernas)”.
“Ao sul da foz do rio Piúma havia uma pequena povoação de índios com umas 50 palhoças, 2 ou 3 casas cobertas de telhas habitadas por vendilhões brancos que foram para ali, depois que se descobriu que naquela costa, podia-se com segurança, fazer clandestinamente o desembarque de africanos para serem vendidos como escravos. Nem uma regularidade encontrava-se na edificação das casas, que eram feitas à vontade do proprietário. Os índios viviam da pesca e do pequeno cultivo à roda de suas habitações…” “(…) As mulheres vivam na mais dissoluta devassidão, crápula e deboche e davam maior assistência nas tavernas”.

Havia também um pequeno número de famílias estrangeiras que se alojavam na ILHA DE PIÚMA, exclusivamente devido ao seu alto poderio pesqueiro, como os ingleses(Taylor) e os alemães de origem francesa(Bourguignon).
Pier atrás do Hospital

Pier atrás do Hospital
Na segunda metade do século XIX, a colonização intensificou-se incentivada pelo aumento de concessões de terras à famílias estrangeiras, principalmente as de origem italiana, estas se estabeleceram sobretudo, no Vale Orobó, especialmente na porção iconhense do Vale. No início do século XIX, a produção cafeeira de Iconha é escoada no trapiche dos irmãos Beiriz. A produção vinha de canoas pelo Rio Iconha, e do porto de Piúma eram levadas em pequenas embarcações para Vitória. No início do século XX, as plantações cafeeiras dos iconhenses tiram de Piúma o título de Comarca, transferindo-o para Iconha.

PRIMEIROS TEMPOS DE PIÚMA

Piúma em 1865

Piuma em 1865
Este município teve seu início em uma aldeia de índios puris, fundada pelo Padre Anchieta, na mesma época que a de Iriritiba, nos anos de 1565 e 1567.
Com o aldeamento dos índios puris abriu-se um caminho entre Piúma e Iconha, onde mais tarde foi construída uma das primeiras estradas de automóvel pelo Cel. Antonio José Duarte, que também em 1905 instalou uma das primeiras linhas telefônicas no Estado entre estas duas mesmas localidades.
O município de Iconha, nosso vizinho, teve início nas povoações de Piúma e Orobó.
Em Orobó foi construída a Igreja de Nossa Senhora de Bom Sucesso pelo Padre Amaro, era o ano de 1596 e esta povoação, anos depois entrou logo em decadência, só existindo atualmente algumas ruínas.
Piúma, era distrito de Anchieta, antiga Benevente, distrito este, criado pela Lei Provincial nº 14, de 4/5/1883, com o antigo nome de “Nossa Senhora da Conceição de Piúma”, cresceu tornando-se a sede do município do mesmo nome. Sendo porto do mar, o seu comércio se desenvolveu, recebeu grandes e ilustres visitantes, e na povoação residiam pessoas cultas que mantinham relações com outras regiões do Brasil e da Europa. “A Magistratura, o Legislativo Municipal, o professorado, as autoridades policiais etc…, figuravam como ornamento de relevo”. No século XIX a povoação de Piúma teve o seu período áureo de prosperidade. Possuía prédios bem construídos, iluminação a gás acetileno, instalado por Thomaz Dutton Jr. em 18/12/1880, a Igreja bela e majestosa, o chafariz de água canalizada, pianos e etc…
“Os penetradores do sertão congregavam-se no ponto extremo navegável do Rio Iconha, pouco abaixo do Salto do Coqueiro, centro de dispersão e convergência dos desbravadores das florestas”. O agrupamento nesse ponto do rio, deu origem a formação, provavelmente, em meados do século XIX, do povoado de Iconha.
Segundo se sabe, um dos primeiros homens que percorreram a zona central do município, foi o velho Bourguignon, alemão vindo de Frankfurt.

A primeira concessão de terras foi feita mais ou menos em 1816 pelo Imperador D. João VI.
A segunda concessão de terras foi feita à firma inglesa Rodacanak & Cia., com a sede em Londres, para exploração de madeira, pois era proprietária de uma serraria em Piúma e outra em Monte Belo, onde ainda existem vestígios da mesma.
São da mesma época, Ernesto Midose e Thomaz Anton Dutton Jr., sendo esse último inglês, e sucessor de Rodacanak & Cia., ainda possuindo uma fazenda em Monte Belo, com 1.600 alqueires. De certa forma estimulou a vinda dos ingleses para o município. Foram elas as famílias Taylor, Thompson, Oênes, Oacres e, também, portugueses, franceses, libaneses e italianos.
Na localidade de Monte Belo, o senhor Dutton Jr. loteou uma área para uma futura cidade que seria denominada “Manchester”. Alguns anos depois a fazenda Monte Belo passou a pertencer ao Sr. Cel. José Alves da Costa Beiriz.
O município de Piúma foi instalado no dia 02/01/1891, tendo como sede a Vila de Piúma.

Em 26/01/1895, foi elevada à categoria de Comarca tendo como primeiro Juiz de Direito, o Dr. Anésio Augusto de Carvalho Serrano. Em 1900, suprimida a Comarca, passando a pertencer à Comarca de Anchieta, antiga Benevente. Mais tarde, já com o nome de Iconha, o município passou a pertencer à Comarca de Alfredo Chaves, retornando à Comarca de Anchieta em 1939. Em 1944 a Comarca passou a pertencer novamente a Alfredo Chaves pelo Decreto – Lei Estadual nº 15177, de 31/12/1943. A Comarca foi instalada em Iconha no dia 28/08/1964. Realização do Prefeito Dr. Danilo Monteiro de Castro e criado pela Lei 1999 de 02/04/1964.
Em 18 de novembro de 1904 a povoação de Iconha foi elevada à categoria de vila, transferindo-se para a mesma a sede do município. E Piúma passou a Distrito de Iconha. A Vila de Iconha passou a ser sede do município devido ao progresso e a prosperidade crescente da zona central, fazendo com que a vila se tornasse o principal centro econômico e político do município.
Continuando em Piúma a sede do telégrafo desde 1896, agência do Correio, a sede da Escola Pública que data de 28/07/1862, a Paróquia com invocação de Nossa Senhora. da Conceição de 04/05/1883, e Coletorias Federal e Estadual. O porto marítimo continuou exportando os produtos do município, principalmente café, que vinha do interior por meio de canoas, pranchas e tropas.
Depois, com o desenvolvimento das rodovias foi extinto o porto de mar. E também foi suprimida a Coletoria Federal, sendo transferida para o Município de Iconha, ficando a Estadual que depois passou a ser Mesa de Rendas.

REVOLUÇÃO EM PIÚMA

Em 1904 houve uma revolução cuja causa foi a seguinte:
A sede do município antes de ir para Iconha, foi primeiro para Rodeio. Isto em 1901. Residia neste município, um coronel mineiro chamado Carlos Gentilhomem que ficou muito revoltado, achando um absurdo Piúma tendo um porto de mar, com um comércio bem desenvolvido, deixar de ser a sede do município. Ele, vendo que iam tira-la mesmo de Piúma, não mediu esforços para tornar sem efeito sua transferência para Iconha. E conseguiu levá-la para Rodeio, atual Princesa, onde permaneceu de 1901 a 1904. Mas os chefes políticos de Iconha discordaram de sua permanência em Rodeio, fazendo uma grande pressão contra o coronel Gentil homem. Mas este estava disposto a lutar e chefiou uma revolução. Embora sabendo que sua causa era perdida, estava disposto a enfrentar a luta por seus ideais.
A pedido dos adversários de Gentilhomem, o governo do Estado enviou tropas que desembarcaram em Piúma com destino a Iconha. Gentilhomem vem de Rodeio com seus capangas até a localidade de Iconha, disposto à luta. Entretanto, houve um acordo entre as partes oponentes, ficando resolvido o seguinte: Iconha tornou-se a sede do município, perdendo porém, o Distrito de Rodeio, que passou a pertencer a Rio Novo do Sul.

PRIMEIROS IMIGRANTES DE PIÚMA

Os primeiros imigrantes de Piúma foram: João Rodacanak, Ernesto Midosi, Thomaz Anton Dutton Jr., João de Deus. Estas pessoas foram privilegiadas com os nomes das primeiras ruas e a principal recebeu o nome de Cel. Ananias Pires Martins.
Com o passar do tempo, foram surgindo outras ruas que receberam os nomes: Eliseu Xavier Nunes, Eulália da Silva Pinheiro, Ponte Nova e Dr. Danilo Monteiro de Castro. Depois estes nomes foram todos mudados, mudança esta feita pelo segundo ex-prefeito provisório Cel. Djalma Borges, com a intenção de agradar os piumenses substituindo os antigos nomes pelos das cidades do Espírito Santo.

Mas a sua intenção desagradou a muita gente; principalmente os filhos do lugar, pois acharam que deveriam permanecer os antigos nomes, tradicionais.
Entretanto, os novos nomes foram adotados, ficando apenas com a designação antiga – a rua Dr. Danilo Monteiro de Castro.